Tratamento de estéreis e rejeitos para o desenvolvimento sustentável

A exploração mineral é uma das principais atividades econômicas de Minas Gerais. No atual cenário, as mineradoras dependem amplamente das barragens de rejeitos, ou seja, reservatórios destinados a reter os resíduos sólidos e a água resultantes do processo de beneficiamento de minérios. Apesar de ser utilizada para evitar danos ambientais, essa técnica têm se mostrado uma escolha arriscada para o meio ambiente, visto que acidentes de grandes proporções têm sido cada vez mais comuns. O maior exemplo disso foi o rompimento da barragem de Fundão, controlada pela mineradora Samarco e localizada no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro de Mariana, em Minas Gerais, que causou o maior impacto ambiental da história brasileira e do mundo envolvendo barragens de rejeitos.

Tendo isso em mente, uma equipe do Departamento de Engenharia de Minas da Escola de Engenharia da UFMG, coordenada pelo professor Roberto Galery, vem desenvolvendo um projeto com o objetivo de tratar estéreis e rejeitos para transformá-los em produtos economicamente acessíveis e sustentáveis. Para tanto, os pesquisadores estudaram a produção das Minas no Quadrilátero Ferrífero, cuja obtenção de rejeitos chega a 800 mil toneladas por ano.